Minas já registrou 17 casos de síndrome nefroneural por substância tóxica em cerveja

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O Governo do Estado de Minas Gerais, através da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), emitiu uma nota oficial na noite da última segunda-feira (13) informando que até aquele momento, haviam sido notificados dezessete casos suspeitos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol no estado.

Desse total, dezesseis são do sexo masculino e apenas um do sexo feminino. A SES-MG ainda destacou que quatro casos foram confirmados e um deles evoluiu para óbito. Além desses, os 13 casos restantes com suspeita de intoxicação pela substância encontrada no lote da cerveja Belorizontina, produzida pela Backer, continuam sob investigação.

A maior parte das vítimas se concentra no bairro Buritis, região Oeste da capital.

Polícia Civil encontra substâncias nocivas à saúde em tanque da cervejaria

Também na última segunda-feira (13),  A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) apresentou o resultado da perícia que foi realizada em amostras recolhidas  no tanque de refrigeração de um dos tonéis usados na produção da cerveja Belorizontina, na cervejaria da Backer, na capital mineira.

De acordo com a Polícia, o resultado deu positivo para a presença do dietilenoglicol no lote L02 1354.  A Polícia também destacou que, logo no início dos trabalhos de investigação, a substância já havia sido encontrada em amostras de cervejas dos lotes L01 1348 e L02 1348, que foram fornecidas pelos familiares das vítimas da intoxicação.

O chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado-geral Wagner Pinto informou que  o objetivo da corporação nesse momento é entender como se deu a intoxicação pela substância na bebida.

A Polícia Civil também informou que uma amostra da cerveja Capixaba, também da Backer, analisada em Brasília, no Distrito Federal, apresentou resultado positivo para a presença de monoetilenogilicol e dietilenoglicol e possibilidade de violação do produto.  “Já podemos dizer que três lotes estão contaminados com o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol”, destacou   Wagner Pinto.

A Backer, por sua vez, informou “que continua colaborando, sem restrições, com as investigações e segue apurando o que poderia ter ocorrido com os lotes de cerveja apontados pela Polícia”.

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