Hospital de Belo Horizonte faz campanha para doação de sangue

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Desde o início da pandemia diversos setores estão sendo prejudicados, entre eles, o setor de doação de sangue. De acordo com a Fundação Hemominas e hospitais mineiros, os estoques de sangue estão ficando em baixa, principalmente para o sangue negativo. Sendo assim, o Hospital Risoleta Neves, em Belo Horizonte, criou uma campanha que reforça a importância de ser um doador.

No mês de março, de acordo com a Fundação Hemominas, o número de doadores em Minas Gerais caiu cerca de 25%, provocando desde então, a escassez das bolsas de sangue nos hospitais. Sendo assim, a partir de junho, o hospital de Belo Horizonte iniciou a campanha “Junho vermelho”, buscando reforçar a importância da doação, mesmo em momento de pandemia. Segundo o hospital, cerca de 600 bolsas de sangue são utilizadas por mês e transfusões sanguíneas são feitas diariamente.

Estoque de sangue do Hemominas atualizado até o dia 10 de junho – Crédito da foto: Reprodução

O Dia Mundial do Doador de Sangue, que foi comemorado neste domingo (14), continuará sendo celebrado pelo hospital, que trará ações especiais para o local. É preciso se atentar durante o momento pandêmico que estamos vivendo no mundo, para que sejam intensificadas as coletas de sangue, garantindo o estoque do mesmo na Fundação.

Veja as ações internas adotadas pelo hospital para intensificar a ação:

  • Iluminação especial em apoio à data como uma forma de agradecer aos voluntários que ajudam a salvar vidas e um lembrete sobre a importância da doação de sangue;
  • Disponibilização de quadros com dados da doação de sangue próximo ao Refeitório do Hospital e divulgação nos desktops dos computadores, para ressaltar o tema junto aos trabalhadores;
  • Inserção de vídeos sobre doação de sangue nas TVs corporativas instaladas nas recepções do Risoleta, atingindo usuários do Hospital;
  • Divulgação de filtro personalizado para fotos no Facebook, com foco na população em geral – clique aqui, digite “Junho Vermelho Risoleta” e selecione a imagem.

Dia Mundial do Doador de Sangue

A data, criada em 2014 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), busca homenagear o nascimento de um imunologista austríaco. Karl Landsteiner (1868-1943), nascido no dia 14 de junho, foi responsável por descobrir o fator Rh e as diferenças entre os diversos tipos sanguíneos.

Além disso, a data homenageia todos os doadores de sangue e conscientizam os não-doadores sobre a importância do ato, responsável por salvar milhares de vidas.

Como doar?

No atual momento, para evitar aglomerações nas unidades de coleta, a indicação é agendar um horário no site da fundação ou pelo App MGapp.

Programe-se, veja algumas cidades que receberão a coleta durante o mês de junho:

  • Barbacena – 8 de junho até 8 de julho, de 09h às 15h
  • Muriaé – 17 de junho, de 07h30 às 15h
  • Leopoldina – 18 de junho, de 08h às 16h

Quem pode doar?

Para doar sangue, é preciso ter entre 16 e 69 anos e pesar mais de 50kg. O requisito essencial é estar com a saúde em dia e seguir os seguintes passos:

  • Estar alimentado. Evite alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue.
  • Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas.
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.
  • Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos.
  • A frequência máxima é de quatro doações de sangue anuais para o homem e de três doações de sangue anuais para as mulher.
  • O intervalo mínimo entre uma doação de sangue e outra é de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

Quem não pode doar?

Em decorrência da Pandemia, outros grupos ficam proibidos de doar, além de pessoas com febre, gripe ou resfriado, diarreia recente, grávidas e mulheres no pós-parto. Entenda:

  • Pessoas vindas de países com casos confirmados de COVID-19 deverão esperar por 14 dias após o retorno  para poder doar, se não sentirem nenhum sintoma.
  • Quem testar positivo para o novo coronavírus, a doação só será permitida 30 dias após a recuperação.
  • Indivíduos que tiveram contato com pessoas infectados deverão esperar por pelo menos 14 dias.
  • Pessoas que apresentam resfriado comum, sem histórico de viagem para áreas endêmicas ou contato com pessoas com suspeita poderão doar 30 dias após o término dos sintomas.

Leia também: ALMG vota lei que permite homossexuais a doar sangue

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