Fundação Renova
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Era uma vez… A princesinha

"Era uma vez, uma linda princesa, numa terra mística conhecida como Índia..."

A Princesinha é um filme da década de 1990 – mais precisamente de 1995 – dirigido por Alfonso Cuarón, roteirista, produtor e cineasta mexicano. Ele também dirigiu o filme Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban e produziu brilhantemente o filme O Labirinto do Fauno.

O filme se passa entre Índia e Nova Iorque, durante a primeira guerra mundial, contando a história da doce e encantadora Sara Crewe que, após a suposta morte do pai na guerra, é forçada a trabalhar como escrava em um colégio interno onde foi deixada.

Com sua imaginação fértil, mas que deixava a diretora do colégio incomodada (ou com inveja), ela tenta se sobressair às amarguras da vida, à fome e a ausência do seu amado pai.

A Princesinha é uma vaga adaptação de um conto da escritora inglesa Frances Hodgson Burnett, mesma autora do maravilhoso livro O Jardim Secreto.

Aliás, é possível encontrar referências de O Jardim Secreto em A Princesinha. Nas duas obras, as histórias começam na Índia, tem crianças como protagonistas que são afastadas do pais, seja por motivo de guerra ou por doença e ficam sob cuidados de mulheres amargas e ambiciosas.

Embora o título possa sugerir a ideia de que o filme foi feito exclusivamente para o público infantil, A Princesinha é também para adultos e, principalmente, para ser trabalhado em sala de aula. Ele ajuda a superar perdas e vencer as injustiças da vida, sempre procurando encontrar um lado positivo naqueles momentos de tristezas e de sofrimento. É uma verdadeira história de amor em tempos de guerra. O mais puro amor. É impossível não se sentir tocado em assistir ao filme.

A princesinha é um convite à imaginação em meio a um mundo impuro e amargo. É a lembrança de que o poder de mudança está em nós. Ainda que estejamos trancafiados no sótão, em meio aos ratos, a imaginação e a oração podem nos libertar da angústia da solidão e realizar sonhos.

Vale a pena assistir!

Confira abaixo uma das cenas mais emocionantes do filme, a despedida de Sara e seu amado pai.

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