Alex Bohrer lança o livro “O Discurso da Imagem”, pela editora Chiado Books

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O historiador e pesquisador Alex Bohrer lançou na última sexta-feira (24), pela editora Chiado Books, a pré-venda do seu mais recente livro, “O Discurso da Imagem”, e, em entrevista ao portal Mais Minas, o escritor mineiro contou detalhes sobre a criação do seu novo exemplar.

Alex Bohrer possui licenciatura e bacharelado em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), e mestrado e doutorado em História Social da Cultura pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A nova obra foi fruto de pesquisa por um ano e levou cerca de seis meses para ser escrita, trazendo interpretações essenciais ao entendimento da História da Arte. Na obra, o escritor explicita o fato do surgimento do movimento artístico em Minas Gerais no Século XVIII não ter sido uma coisa isolada. Ele relaciona a arte barroca produzida no estado mineiro com as europeias: “Muitas vezes a gente tem uma ideia deturpada do que é o barroco mineiro, a gente tende a achar o Aleijadinho e Mestre Ataíde, o grande pintor, como pessoas que trabalham isoladamente, que são gênios isolados aqui, que não tem muito contato com o que se fazia no resto do mundo, na verdade o que se fazia em Minas Gerais tá completamente conectado com o que se fazia no resto do mundo”, explica Alex.

Capa do livro "O Discurso da Imagem".
Crédito da foto: divulgação

O autor desafia o senso comum através de sua nova obra e explica que no Brasil, especificamente nas cidades mineiras, os artistas usavam como referência um repertório de imagens que chegavam ao país por meio de livros romanos usados na celebração das missas da época: “Os nossos artistas, por exemplo, eles tinham posses de gravuras que vinham através de bíblias e missais aqui pra Minas Gerais, e eles se inspiravam nessas gravuras, copiavam essas gravuras, recoloriam essas gravuras, e essas gravuras vão aparecer nos tetos, nas paredes das igrejas. De forma que a gente tem pinturas aqui muito semelhantes a pinturas, por exemplo, que a gente encontra na Bélgica, em Portugal, na Itália, e na Alemanha”.

Sua tese está cravada no seu livro e é sustentada pela curiosidade do pesquisador, que não mede esforços em prová-la, pois sua vontade de saber cada vez mais sobre história da arte começou muito cedo.

“Meu interesse pelo barroco vem desde a graduação, pelo menos quando eu comecei a estudar de uma forma mais acadêmica, com mais profundidade, e desde criança eu sempre gostei de arte, de história da arte, história de Minas, eu nasci atrás da Matriz de Cachoeira do Campo, uma Igreja importante, então sempre tive a curiosidade de saber a história daquilo tudo”, diz Alex Bohrer sobre o seu interesse pela arte barroca.

Novo exemplar escrito por Alex Bohrer.
Crédito da imagem: divulgação

As investigações de Alex Fernandes Bohrer traduzem o aguçado olhar do pesquisador, que soube, de modo excepcional, decodificar a cultura artística luso-brasileira, explicitando suas peculiaridades, às quais estavam acobertadas pela distância temporal. Dentro dessa perspectiva, esse livro trouxe ao nosso conhecimento um caudaloso material, ainda pouco explorado, referente ao repertório iconográfico europeu nas minas de ouro da América, demonstrando a fundamental contribuição das gravuras e missais a diversos artistas, no Brasil e em Portugal.

Crédito da foto: Alex Bohrer

Mal acabou de lançar um livro e Alex diz já está preparando um próximo, em que abordará Jesus do ponto de vista histórico, o pálio, o início da religião e o desenvolvimento da arte cristã. Esse próximo exemplar deve ficar pronto dentro de quatro meses, segundo o autor.

Interessados podem adquirir a obra através dos seguintes sites:

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