Açúcar: mocinho ou vilão? Curiosidades sobre esse protagonista da alimentação

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Ingrediente muito amado e por vezes temido é o nosso conhecido açúcar de todos os dias, o qual está presente como aditivo em vários alimentos, preparações e bebidas.

O açúcar pode ser extraído de diferentes matérias primas, como beterraba, milho e mandioca, porém o de consumo mais popular é proveniente da cana.

A técnica de solidificar o caldo extraído da cana-de-açúcar e transformá-lo em cristais granulados se desenvolveu na Índia, durante a antiguidade, e só mais tarde, com as Cruzadas, que o açúcar chegou à Europa, onde, devido à dificuldade de cultivo, o açúcar era comercializado apenas em pequenas quantidades e com um preço elevado, adquirindo, dessa forma, um status de especiaria exclusiva da nobreza. Nessa época, o açúcar era raramente utilizado como tempero, tendo maior aplicação na conservação de frutas e na fabricação de remédios contra a Peste Negra.

A Rainha da Inglaterra, Elizabeth I, era demasiadamente adepta ao consumo de açúcar e devido a esse hábito seus dentes eram enegrecidos, o que justifica o fato de que ela jamais sorria, nem mesmo quando posava para os pintores da época. Em decorrência do status que o açúcar representava, algumas pessoas começaram a escurecer seus dentes com outras substâncias, a fim de parecerem ricas.

A partir do século XVII, com o aumento das lavouras de cana no continente americano, os valores do produto diminuíram significativamente. Foi a partir de então que o açúcar ganhou maior importância na culinária internacional.

O açúcar é tão presente no nosso dia a dia que muitas vezes nem sabemos que ele está na composição de determinado produto. Um bom exemplo disso é o cigarro que frequentemente tem açúcar adicionado. O tabaco em si contém açúcar natural, o que o processamento altera, dessa forma a adição durante o processamento ocorre com o objetivo de homogeneizar o nível de açúcar naturalmente presente nos diferentes tipos de tabaco e que é perdido no processo da cura.

Algumas pesquisas demonstram que a adição de açúcar não torna os cigarros mais tóxicos, mas em contraponto outras pesquisas confirmam que o açúcar melhora o sabor do cigarro, o que leva as pessoas a fumarem mais.

Após a digestão o açúcar ingerido é transformado em glicose, que é o principal combustível das células, sendo portanto um produto essencial para o funcionamento do nosso organismo. Dessa forma, pode-se afirmar que o consumo de açúcar não precisa ser banido da nossa alimentação mas precisa ocorrer com cautela, pois em quantidades excessivas os malefícios sobrepõem os benefícios inerentes a ele.

É importante lembrar que a principal preocupação não é com o açúcar que adicionamos no café, ou no leite do dia a dia, por exemplo, muito menos com o que está presente naturalmente nas frutas, mas com aquele presente em produtos industrializados e que muitas vezes nem notamos, dentre eles os refrigerantes, biscoitos recheados, iogurtes, molhos, etc. Por isso, deve-se lançar mão da dica de ouro para a alimentação saudável: Ler atentamente os rótulos alimentares.

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